20 de outubro de 2010

Pais de hoje educam os filhos para o trabalho mas não para o amor


Eles fazem tudo o que podem para mostrar aos jovens o quanto é importante desenvolver uma carreira, mas se esquecem de ensinar-lhes como lidar com os relacionamentos afetivos. O resultado é a formação de adultos bem-sucedidos profissionalmente e incompetentes no âmbito amoroso, pessoas que sofrem solitárias ou fazem sofrer quem com elas se relaciona.


          Uma amiga queixou-se que o filho rejeita o vínculo afetivo duradouro. Aos 32 anos, acha que o amor é hipocrisia. Lembrei-me, então, de como ela e o ex-marido sempre proporcionaram a esse rapaz conforto e luxo, conseguidos graças à dedicação de ambos ao trabalho. Depois de separados, persistiram na missão de servir de exemplo ao filho, mostrando orgulho pela carreira construída e pelos ganhos financeiros. Essas lembranças me levaram a refletir sobre a mensagens hoje transmitidas aos jovens sobre carreiras e relações afetivas. Que diferença!

          Pais como minha amiga e o ex-marido educam os filhos para admirar e valorizar a carreira. mas quase não vejo pais que os eduquem de modo a ver a relação amorosa como um patrimônio que deva ser cuidado para que dele tenham orgulho no fim da vida.

          Noto pais sacrificando para dar aos filhos exemplo de profissionalismo. Mas não vejo casais cultivando uma relação gostosa e consistente que sirva de exemplo para os filhos. Conheço pais que não medem esforços para que os filhos aprendam a comunicar-se em outros idiomas. Nunca encontrei pais que procurassem incentivar seus rebentos a comunicar-se sem mentiras e manipulações. Ouço pais e mães citando gurus corporativos para incultar nos filhos a atitude de vestir a camisa da empresa. Mas não conheci pais e mães que se esforçassem para ensinar-lhes a serem cônjuges fiéis.

          Existe muita dedicação na aquisição de competências profissionais e pouca na de competências para a vida amorosa. As pessoas acreditam que nascem sabendo como se relacionar afetivamente. Mas cresce o número de relações sem harmonia e dignidade, de pessoas incompetentes afetivamente, que geram sofrimento em quem se envolve com elas.

          Respeito e compromisso aparecem no discurso da maioria, mas não nas atitudes. Cansei de ouvir relatos de rapazes que conhecem moças na balada e as levam para casa, para uma noite de prazer. De madrugada, elas vão embora - e eles voltam a dormir, despreocupadamente, a despeito dos perigos da cidade. Não há sensibilidade e respeito da parte deles, e elas não se fazem respeitar nesta questão. Ligar no dia seguinte para agradecer pelos momentos passados juntos, então, nem pensar! São descartáveis uns para os outros. Compromisso é um conceito que parece referir-se a casamento apenas e não ao cuidado que devemos ter com alguém com quem estivemos envolvidos, ainda que por pouco tempo.

          As moças dizem que os rapazes somem de repente. Não ligam, não atendem às chamadas, não dão notícias. Por e-mail a desculpa é sempre a mesma: "Estou atolado de trabalho!" Descobre-se depois que saem com outras. Isso é falta de quê? Educação? Respeito? Caráter? Ora, se alguém some do trabalho sem dar motivo é demitido por justa causa!

          Não me entenda mal, leitor. Não coloco o trabalho em oposição à relação amorosa. Creio que ambos são imprescindíveis para o equilíbrio e a saúde mental. Creio também que é infeliz quem busca realizações em um ou outro apenas. Meu alerta é no sentido de conscientizar e sensibilizar. Se o cuidado na educação para as relações amorosas fosse igual ao que se dá à formação profissional não haveria tanta gente sozinha, infeliz ou vivendo relações insanas.

(Rosa Avelo, psicoterapeuta)

15 de outubro de 2010

8 anos


Hoje o meu caçula faz 8 anos. Todo ano eu relembro o dia do nascimento: hora de internação, preparação, hora do parto, a emoção de ver o tão esperado menino nascendo. 
Que Deus o abençõe sempre orientado-o no melhor caminho a seguir.

14 de outubro de 2010

Comer, Rezar, Amar

Qual mulher já não fez as mesmas perguntas que Liz Gilbert? Quem não gostaria de fazer essas viagens e, principalmente, a viagem para dentro de si mesma? 
O filme é tão delicioso quanto o livro. A trilha sonora é uma delícia à parte.
Vale a pena conferir.

5 de outubro de 2010

25 ações mínimas com efeitos que são o máximo

1. Plante uma flor - cuidar de uma plantinha que viu nascer encherá você de orgulho e satisfação, e a casa de beleza. Além disso, quem gosta de bichos e plantas sabe quanto eles alimentam nossa vitalidade e capacidade de sentir ternura.

2. Acolha as críticas - isso não significa concordar nem se submeter à opinião alheia, mas abrir-se para escutar. O comentário de quem trabalha ou vive com você pode ajudá-la a se aprimorar. Antes de se irritar, pondere. Aproveite o que for útil e descarte o que não serve.

3. Busque o lazer cult - no sábado ou domingo, tome café da manhã com calma e programe logo cedo algo delicioso: uma exposição, um cinema, um show... O lazer cultural diverte, instiga e alimenta a alma.


4. Seja DJ por um dia - selecione suas músicas preferidas e mais animadas, grave e escute toda vez que estiver perdendo o pique. Que sucesso!


5. Peça o que você quer - pedido, ordem e reclamação são coisas diferentes. Portanto, acerte o tom e seja obejetiva ao pedir algo. Se souber o que deseja - seja para solicitar a sobremesa no restaurante, seja na reunião com o chefe -, terá mais chance de ser ouvida.

6. Celebre o que é bom - um dia agradável, um almoço com uma amiga querida, um elogio que você recebeu quando menos esperava...Porque brindar apenas os grandes momentos se a vida está cheia de pequenas alegrias para festejar?


7. Coloque-se no lugar do outro - não há melhor receita do que essa para evitar confrontos. Antes de acusar, reclamar ou tomar uma decisão que envolva outra pessoa, considere o lado dela e tente compreender seus argumentos.

8. Devore uma macarronada - esqueça a dieta por um momento e escolha uma massa que você adora. Ah, que prazer! E jamais permita que algum homem imagine que você é uma mulher sem apetite. Comida e sexo tem alianças secretas.

9. Quebre o ritmo - um cinema com as amigas ou um almoço com os filhos no meio da semana parece banal, mas um simples desvio da rota comum enriquece o cotidiano e alivia o stress.

10. Seja fina - alguém foi grosseiro com você? Não revide na mesma moeda. Se fiseram uma pergunta agressiva ou uma acusação, responda ou esclareça a situação do modo mais educado e objetivo possível, restringindo-se aos fatos. Jamais entre no jogo da ironia ou das expressões ofensivas.


11. Tire um dia para você - seja um pouco egoísta e, de vez em quando, tire 24 horas para se cuidar e fazer apenas coisas de que você gosta. Permita-se!


12.Converse com os mais velhos - temos sempre o que aprender com os idosos da família ou da vizinhança. Eles trazem notícias de outro tempo e valores e nos ajudam a refletir sobre o prórpio envelhecimento. Abra-se para compartilhar histórias, emocionar-se ou rir com eles.

13. Tire miniférias - não acumule o cansaço. Aproveite folgas, feriados ou fins de semana para fugas estratégicas, de preferência para perto da natureza. Uma caminhada na praia ou um banho de cachoeira fazem milagres.


14. Faça novos amigos - conhecer pessoas diferentes é um jeito de rejuvenescer, renovar assuntos e conhecimentos. Só não se esqueça dos velhos companheiros. Aliás, junte as turmas: é diversão garantida.


15. Saboreie cada garfada - quando estiver à mesa, sinta o gosto da comida e desfrute da companhia dos colegas ou familiares. Deixe de lado os problemas e também o celular.

16. Concentre-se no presente - foque naquilo que está fazendo agora. Remoer o passado ou angustiar-se com o futuro não leva a nada, só vai atrapalhar as atividades do momento.


17. Aperte quem você gosta - esqueça os cumprimentos formais. Ao encontrar seus filhos, grandes amigos, amores da sua vida ou se despedir deles, dê um abraço. Forte mesmo!


18. Faça alguns mimos - viu o chocolate do seu marido na prateleira do mercado? Leve uma barra. Surpresinhas fora de hora aumentam a cumplicidade.

19. Liberte-se das certezas - querer ter sempre razão vira um peso. De que adianta ser dona da verdade se você não se sente feliz e querida pelas pessoas? Liberte-se do desejo de mostrar que está certa e se tornará uma companhia adorável, além de mais tolerante com ideias diferentes das suas. As relaçções vão melhorar muito.

20. Tire seus sapatos - ande descalça pela casa e sinta o equilíbrio do corpo sobre o chão. Se tiver um jardim por perto, pise na grama. É o melhor jeito de alinhar a coluna e captar a energia vital da terra.


21. Ligue para seus amigos - em tempos de pressa, torpedo ou rede social, um telefonema pode salvar uma amizade. Seu interesse vai fazer o amigo se sentir especial. Quem não gosta de ser lembrado?

22. Entre na bagunça - sente-se no chão com uma criança e brinque: use massinha, tintas...Se não tiver filho vale treinar com vizinhos, filhos das amigas...É um bálsamo contra qualquer rigidez.

23. Refine sua percepção - nossa cultura nos treinou para olhar. Muitas vezes deixamos o olfato, a audição, o tato e o paladar de lado. Para despertá-los, faça uma caminhada com intenção de escutar os barulhos e identificar os aromas. Aguçar os sentidos é bom para o sexo e a intuição.

24. Diga obrigada - expresse sua gratidão quando alguém lhe der uma informação, um elogio, uma mãozinha, a vez no elevador...

25. Veja nele um príncipe - experimente ohar para o seu amado com uma lente mais generosa, capaz de achar graça ou se enternecer com as manias e os defeitos dele. Pode ter certeza de que ele sucumbirá ao encanto.



(Déborah de Paula Souza e Isabella D'Ercole para a Revista Cláudia, outubro 2010)