27 de janeiro de 2010

Estamos todos juntos - parte 2

Coincidentemente hoje recebi essas duas matérias falando sobre generosidade e altruísmo que podem complementar o post anterior. Ainda, na minha opinião, a generosidade pode ser despretenciosa ou narcisista ou vaidosa. Mas isso é assunto para outro post.

1- O prazer egoísta do altruísmo
(Revista Superinteressante)

Em 2006, enquanto o escritor e empresário Kevin Salwen aguardava o semáforo em sua Mercedez Coupé, a sua filha adolescente, que também estava dentro do carro, via um mendigo pedindo esmola na rua.Tal fato impressionou tanto a garotinha que, a partir daí, ela começou a importunar os pais sobre a questão da desigualdade. Indignada, a mãe perguntou? “O que você quer que eu faça, vendemos a nossa casa”?

E foi isso que a família fez. Vendeu a casa de luxo, comprou uma mais modesta e doou metade do dinheiro para caridade. Para Kevin, quando a família se mudou para uma casa menor, eles ficaram mais unidos e se tornaram pessoas melhores. O acontecimento, no entanto, inspirou Kelvin e sua filha a ganharem dinheiro com isso. Neste mês de janeiro, eles lançaram o livro “The Power of Half”, que propaga o prazer egoísta pelo altruísmo. Segundo o jornal The New York Times, o altruísmo está ligado a prazeres primários como o sexo e comida.  



2 - Atitude: Generosidade para todos
(leia matéria completa no site Planeta Sustentável)  

Substituto do amor  
Porque ser generoso é, antes de tudo, uma escolha. É diferente, por exemplo, do amor. Quando amamos, seja um filho, seja um companheiro ou um amigo, somos capazes de grandes sacrifícios. Sem nem pensar duas vezes, uma mãe passa a noite na cabeceira do filho doente. Mas, se a criança em questão não for nosso filho, não somos capazes do mesmo gesto. Comte-Sponville pergunta: se o mendigo na rua fosse alguém que amamos, recusaríamos a ajuda que ele pede? A generosidade existe, então, como substituto do amor, para os casos em que não sentimos amor - afinal, não escolhemos senti-lo. Precisamos aprender a compartilhar com desconhecidos como fazemos com as pessoas que amamos. 

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