30 de setembro de 2009

Hoje o dia foi meu. Só meu!

Hoje cedo Osho me salvou, depois de uma noite mal dormida com a cabeça cheia.

Como ele escreve que "a pessoa inteligente decide por sua própria conta se irá dizer não ou sim", hoje eu disse sim para mim.

Pois bem...depois de fazer meus afazeres domésticos e maternais, saímos eu e o Gabriel, almoçamos e o deixei na escola. Decidi deixar o celular e o rádio no porta luvas do carro pois não queria ser incomodada. Minha vontade real era jogar os aparelhos no rio mas um deles não me pertence e o outro é caro demais, além de agredir o meio ambiente. Mas a sensação de não ser encontrada foi o máximo do luxo que pude sentir.

Fui ao salão cuidar das mãos e pés. Depois fui até o shopping para passar a tarde: fui ao cinema e depois fiquei entre as livrarias Cultura e Saraiva. Assisti ao filme A Verdade Nua e Crua que é até simpático mas sem compromisso nenhum. Aliás era isso mesmo o que eu queria: nada de compromisso. O filme valeu para rever Gerard Butler que é tudo de bom. Terminei a tarde lendo alguns pedaços de livros nas livrarias, vendo vitrines e passando o tempo até chegar o horário do ensaio do coral.

Adorei o meu dia e a minha companhia.

29 de setembro de 2009

Ah! Se eu encontro...

Ah! se eu encontro quem queimou o sutiã em praça pública porque queria igualdade de direitos entre homens e mulheres. Morte à ela! É o mínimo que eu desejo!

Eu quero saber quem foi essa infeliz, juro que gostaria de encontrá-la para voar em seu pescoço e esganá-la aos poucos.

Igualdade de direitos para quem? Juro que não consigo ver vantagem nessa besteira que ela fez. Ahhh, já sei: deve ser para quem tem babá, empregada, diarista, cozinheira, motorista e que, ou por milagre divino ou pai ou marido milionário (sim! rico não serve) tem a conta bancária recheada, portanto, não precisa se preocupar em prover sua família.

Hoje, por algumas boas (boas nada, péssimas!!!) horas eu desejei do fundo do meu ser alguém que viesse ao meu encontro e me falasse: "Querida, isso definitivamente não é trabalho para você. Deixa que eu faço, vá descansar ou se divertir um pouco. Você está merecendo!!!" Cheguei até a chorar, disfarçadamente, com o chaveiro que estava arrumando a p... de uma fechadura de uma janela basculante cujo nó era tão grande que nem Nossa Senhora Desatadora dos Nós daria jeito. Quem teve que usar seu cérebro super desenvolvido, paciência, reza para todos os santos para que a m... desse certo e com o choro entalado? Eu!!!

Quer saber? Estou com o saco bem cheio de ter que entender de pneus, troca de registro de botijão de gás (é que agora moro na roça, não tem gás encanado), troca de fechadura de janela basculante, lidar com peão em obra todos os dias, enfim...de me masculinizar. Eu nasci mulher PQP!!!

Eu, enquanto mulher, só perdi com essa tal igualdade. Além de ter as tarefas que são da minha natureza como manter a casa e roupas limpas, cozinhar, cuidar dos filhotes, trabalhos sociais, ainda tenho que lidar com o que é do mundo masculino.

Trabalho dobrado, triplicado, eterno...

25 de setembro de 2009

Rir faz bem à alma!

Hoje a sexta-feira está mais gostosa que os dias normais. Tudo bem, o simples fato de ser 6ªfeira, véspera de final de semana, já dá um outro astral ao meu ser.

Mas o dia hoje amanheceu lindo! Um dia com sol e poucas nuvens. Terapia logo na primeira hora do dia para colocar os meus pensamentos no lugar. Sim! me perco facilmente na vasta imensidão do meu pensar, na complexidade do meu ser, portanto, preciso de alguém para alinhar tudo isso e me colocar no prumo.

E ontem à noite, pude apreciar a presença do grupo Jogando no Quintal aqui em Campinas, no teatro do Centro de Convivência. Eu e Amor rimos até não mais poder. E o riso permanece no dia de hoje com as lembranças das palhaçadas.

Bom sair da rotina e rir muito!! Minha alma agradece...

14 de setembro de 2009

Considerações

Dando uma passadinha no Twitter de Osho, li algumas frases que gostei e faço minhas considerações:

"Vida é um verbo. Não é um substantivo, é realmente viver, não vida. Não é amor, é amar. Não é dança, é dançar."
Preciso viver mais, amar mais e dançar mais. Dançar principalmente, faz tempo que não me acabo numa balada.

"Ouça seus instintos, seu coração. Dependa apenas de si mesmo, assim você nunca estará perdido."
É o que eu sempre digo: depender dos outros é furada.

"Uma pessoa se torna um Buda quando ela aceita com gratidão tudo o que a vida traz."
Não sou Buda, definitivamente.

"Não tente mudar os outros. Se você mudar a si mesmo a mensagem já é suficiente."
Fantástico!!!

"Não pense em termos de curtir as coisas apenas quando elas estiverem perfeitas; se for assim, você nunca irá curti-las."
Deus me livre da perfeição.

Tem outras coisas legais por lá. Por ora somente essas me interessaram.

13 de setembro de 2009

Ando devagar

Faz tempo que não escrevo aqui. Tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo, agora, que não tive tempo nem para ler os blogs que tanto gosto. Mas fazia algum tempo que não me sentia como estou me sentindo hoje. E daí, sento aqui na frente do computador, consigo ler alguma coisa, pesquisar outras e me vem a vontade de desabafar. Na verdade o que eu queria mesmo, nesse momento, era de ter minha psicóloga no bolso, poder "vomitar" tudo o que eu estou sentindo. Mas como isso não é possível, assim como não é possível parar no meio da "viagem" ou voltar para a barriga da minha mãe e nascer de novo, o jeito é usar o meu blog e tentar aliviar a tensão. Ah...chorar é uma boa também.

Faz tempo que não choro com tanta vontade.
Faz tempo que não fico de saco cheio, que não questiono a vida como ela é.
Faz tempo que não questiono se o ser humano realmente precisa conviver com outras pessoas (essa é a pior parte, a mais dolorida).
Faz tempo que não percebo que não preciso de ninguém para me machucar pois eu me machuco sozinha. Algumas pessoas somente aumentam a dor.
Faz tempo que não atesto que sonho é simplesmente sonho, não vai sair do mundo da fantasia.
Faz tempo que não tenho aquela imensa vontade de largar tudo e sair pelo mundo sem lenço, sem documento, sem deixar endereço.

Daí que estou repetindo a frase da música do Almir Sater "Só levo a certeza de que muito pouco eu sei, ou nada sei".
Quem sabe, andando devagar, eu consiga ser mais forte e mais feliz compondo a minha história. Quem sabe...



Ando devagar porque já tive pressa,
E levo esse sorriso, porque já chorei demais,
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe,
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Ou nada sei.
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs.
É preciso amor pra puder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir.

Penso que cumprir a vida, seja simplesmente
Compreender a marcha, ir tocando em frente,
Como um velho boiadeiro, levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada, eu vou,
Estrada eu sou
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maças.
É preciso amor pra puder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir.

Todo mundo ama um dia, todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora,
Cada um de nos compõe a sua história, cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz, e ser feliz,
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maças.
É preciso amor pra puder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir.

1 de setembro de 2009

Mudança

Estou mudando de endereço. Coisa mais cansativa essa de embalar coisas, vistoriar apartamento, tirar medidas, fazer projeto para verificar se os móveis cabem (essa parte eu entendo bem!), organizar mudança: hora que sai, hora que entra, contratar os profissionais que vão efetivar a mudança, enfim...canseira sem fim. Já fiz isso mais facilmente no passado.

O bom disso tudo, e eu estou realmente adorando!, é o que está indo para o lixo ou sendo doado. Eu já sabia que muita coisa sobrava aqui nesse apê, só não imaginei o quanto. Livros que nunca serão lidos, fitas cassetes (alguém ainda guarda isso?), bichos de pelúcia que daria para montar uma loja, móveis que vão sobrar, e mais papel, papel, papel...

No início senti um pouco de preocupação, dúvida em estar fazendo a coisa certa e preguiça com a mudança. Agora, já estou me acostumando com o lugar, o Gabriel adorou a área de lazer e eu confesso, que apesar da distância do centro da cidade, vou me sentir mais em casa do que no atual bairro aristocrático campineiro, onde me sinto e realmente sou uma estranha. O novo lugar tem mais a minha cara, tem mais a ver comigo, é menor, vai ficar mais aconchegante.

Enfim, o que no início me deu um certo desespero hoje está sendo ansiado: estou louca para colocar as coisas nos seus devidos lugares. E desfrutar do "tudo novo de novo"!