28 de julho de 2009

Coisas que a vida ensina depois dos 40

Recebi esse texto, por e-mail, em setembro/2008. Ainda não tenho 40 anos mas estou chegando lá. E pretendo reler diariamente, como um mantra.

Amor não se implora, não se pede não se espera... Amor se vive ou não.

Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para mostrar ao homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina.
Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças a cerca de suas ações.
Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que abrem portas para uma vida melhor
O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções, destrói preconceitos, cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente...

(Artur da Távola)

Decisão do dia

Hoje pela manhã, depois de um longo suspiro, daqueles que vem lá do fundo da alma, eu decidi que vou dar atenção apenas para as coisas boas que a vida e as pessoas tem a oferecer. O que for ruim ou não me acrescentar nada vou deixar onde estão.

Desenvolvi, ao longo de minha vida e em situações bizarras, várias técnicas de alienações, esquecimentos, entorpecimentos e vou adotá-las em caso de aborrecimento. Assim, evito de perder o meu tempo, meu dia, minha semana, minha vida.

Sabe a história da Poliana, do jogo do contente, de achar em algo ruim uma coisa boa? Ah...tem também a história da Alice no País das Maravilhas. Pois é...decidi que vou viver como uma Poliana ou Alice nos tempos modernos. O "meu" mundo será uma maravilha!!!!

Que assim seja!

(juro que vou tentar)

24 de julho de 2009

O riso e o amor

"Há uma história sobre os deuses gregos.
Eles estavam entediados, então inventaram o ser humano.
Mas continuaram entediados, então inventaram o amor. Assim, não se entediariam mais.
Então decidiram experimentar o amor.
E, finalmente inventaram o riso para que conseguissem suportá-lo."

(do filme Banquete de Amor)

23 de julho de 2009

Quando não é preciso dizer "Eu te Amo"

Eu li um texto "super" hoje. Mas é sempre assim: quando preciso tomar uns "tapas", coisas sempre acontecem.

Lendo um dos blogs que acompanho, li que não podemos nos sentir amados só ouvindo "Eu te amo". Precisamos nos sentir amados quando as pessoas com as as quais nos relacionamos agem a nosso favor. Quantas pessoas tem interesse real por nossa vida, se preocupam conosco e nem percebemos e, muitas vezes, nem damos o devido valor?

Quem nos ama sacode quando estamos paralizados, nos dá a mão e nos levanta quando caímos, sentimos dor e choramos, nos repreende quando estamos errados.

Quem ama fica horas ouvindo as nossas queixas e os nossos sonhos tão confusos.

Quem ama perde parte do seu dia ou até o dia inteiro correndo atrás de soluções para nossos problemas.

Quem ama fica junto na alegria, nas festas. Mas fica muito mais junto quando a vida "aperta".

Esse post é para o meu Amor. Essa pessoa que tem um sentimento o qual eu já duvidei. Mas que declara seu amor da maneira mais linda, sem palavras: me dando a mão quando eu mais preciso.

Amor, obrigada por sua mão, seu abraço e seu coração gigante!

20 de julho de 2009

Dia do Amigo

"..Grande parte da vitalidade de uma amizade reside no respeito pelas diferenças não apenas em desfrutar das semelhanças..."
James Fredericks

13 de julho de 2009

Votação

Recebi a indicação para concorrer ao prêmio Top Blog.
Leitores, por favor, votem!!!
Obrigada.

5 de julho de 2009

Para pensar - 8

"Desconheço humildade maior do que a oração silêncio..."
(Hermógenes)

www.simplesmenteyoga.com.br

3 de julho de 2009

Trilha de Contradições, por Lya Luft

"Viver é subir uma escada rolante pelo lado que desce."

Já escrevi sobre essa frase. Sim, repito alguns temas, que são parte do meu repertório, pois todo escritor, todo pintor, tem seus temas recorrentes.
No alto dessa escada nos seduzem novidades e nos angustia o excesso de ofertas. Para baixo nos convocam a futilidade, o desalento ou o esquecimento nas drogas. Na dura obrigação de ser "felizes", embora ninguém saiba o que isso significa, nossos enganos nos dirigem com mão firme numa trilha de contradições.

Apregoa-se a liberdade, mas somos escravos de mil deveres. Oferecem-nos múltiplos bens, mas queremos mais. Em toda esquina novas atrações, e continuamos insatisfeitos. Desejamos permanência, e nos empenhamos em destruir. Nós nos consideramos modernos, mas sufocamos debaixo dos preconceitos, pois esta nossa sociedade, que se diz libertária, é um corredor com janelinhas de cela onde aprisionamos corpo e alma. A gente se imagina moderno, mas veste a camisa de força da ignorância e da alienação, na obrigação do "ter de": ter de ser bonito, rico, famoso, animadíssimo, ter de aparecer – que canseira.

Como ficcionista, meu trabalho é inventar histórias; como colunista, é observar a realidade, ver o que fazemos e como somos. A maior parte de nós nasce e morre sem pensar em nenhuma das questões de que falei acima, ou sem jamais ouvir falar nelas. Questionar dá trabalho, é sem graça, e não adianta nada, pensamos.Tudo parece se resumir em nascer, trabalhar, arcar com dívidas financeiras e emocionais, lutar para se enquadrar em modelos absurdos que nos são impostos. Às vezes, pode-se produzir algo de positivo, como uma lavoura, uma família, uma refeição, um negócio honesto, uma cura, um bem para a comunidade, um gesto amigo.

Mas cadê tempo e disposição, se o tumulto bate à nossa porta, os desastres se acumulam – a crise e as crises, pouca trégua e nenhuma misericórdia. Angústias da nossa contraditória cultura: nunca cozinhar foi tão chique, nunca houve tantas delícias, mas comer é proibido, pois engorda ou aumenta o colesterol.
Nunca se falou tanto em sexo, mas estamos desinteressados, exaustos demais, com medo de doenças. O jeito seria parar e refletir, reformular algumas coisas, deletar outras – criar novas, também. Mas, nessa corrida, parar para pensar é um luxo, um susto, uma excentricidade, quando devia ser coisa cotidiana como o café e o pão. Para alguns, a maioria talvez, refletir dá melancolia, ficar quieto é como estar doente, é incômodo, é chato: "Parar para pensar? Nem pensar! Se fizer isso eu desmorono". Para que questionar a desordem e os males todos, para que sair da rotina e querer descobrir um sentido para a vida, até mesmo curtir o belo e o bom, que talvez existam? Pois, se for ilusão, a gente perdeu um precioso tempo com essa bobajada, e aí o ônibus passou, o bar fechou, a festa acabou, a mulher fugiu, o marido se matou, o filho... nem falar.

Então vamos ao nosso grande recurso: a bolsinha de medicamentos. A pílula para dormir e a outra para acordar, a pílula contra depressão (que nos tira a libido) e a outra para compensar isso (que nos rouba a naturalidade), e aquela que ninguém sabe para que serve, mas que todo mundo toma. Fingindo não estar nem aí, parecemos modernos e espertos, e queremos o máximo: que para alguns é enganar os outros; para estes, é grana e poder, beleza e prestígio;
para aqueles, é delírio e esquecimento.

Para uns poucos, é realizar alguma coisa útil, ser honrado, apreciar a natureza, sentir o calor humano e partilhar afeto. Mas, em geral medicados, padronizados, desesperados, medíocres ou heróicos, amorosos ou perversos, nos achando o máximo ou nos sentindo um lixo, carregamos a mala da culpa e a mochila da ansiedade. Refletindo, veríamos que somos apenas humanos, e que nisso existe alguma grandeza. Mas, convencidos de que pensar dói e de que mudar é negativo, tateamos sozinhos no escuro, manada confusa subindo a escada rolante pelo lado errado.

(texto de Lya Luft publicado na revista Veja ed.2119 de 01/07/2009)

1 de julho de 2009

O pouco que sobrou



Eu cansei de ser assim
Não posso mais levar
Se tudo é tão ruim
Por onde eu devo ir?
A vida vai seguir
Ninguém vai reparar
Aqui neste lugar
Eu acho que acabou
Mas eu vou cantar pra não cair
Fingindo ser alguém
Que vive assim de bem

Eu não sei por onde foi
Só resta eu me entregar
Cansei de procurar
O pouco que sobrou
Eu tinha algum amor
Eu era bem melhor
Mas tudo deu um nó
E a vida se perdeu
Se existe Deus em agonia
Manda essa cavalaria
Que hoje a fé me abandonou

(Los Hermanos)