27 de abril de 2009

Descomplicando



Porque eu insisto em complicar a vida? Coisas bobas outras nem tanto. Mas no fundo são todas muito simples.

Sofro sem necessidade alguma. E penso: Se eu morrer agora, nesse instante, o que vou levar dessa vida, meu Deus? Indecisões? Preocupações?

E a vida que deixei de viver? As entregas as quais não me permiti?

Porque? Por medo? Medo de quê?

Não adianta me lançar de joelhos no chão e implorar que Deus me arranque o tormento. Ele está do meu lado sim! Mas eu preciso tomar uma atitude e me jogar. Isso mesmo, como diz uma querida amiga-irmã: "Se joga mulher, tá esperando o quê? O tempo passar, as oportunidades irem embora? Se cair, do chão você não vai passar amiga!"

É...do chão eu não vou passar...vou sofrer alguns arranhões, talvez. Mas, o que é um arranhão para quem já caiu com a cara e a coragem no chão? Nada, nada...

Tive algumas experiências fantásticas e ao mesmo tempo doloridas e intensas no último final de semana. Pude ajudar de maneira mais efetiva uma pessoa muito especial para mim, que tem me ensinado muito sobre amor ao próximo e sobre as diferenças. Assisti alguns vídeos de um rapaz chamado Nick Vujicic que não tem nem os braços nem as pernas e dá um banho de esperança e vitalidade. Há vários vídeos dele no YouTube. Ontem fomos, eu e Amor, no 1° Festival Internacional de Leitura de Campinas e assistimos uma apresentação de dança com pessoas deficientes, algumas em cadeira de rodas e crianças com Síndrome de Down. Me foi tão chocante que pensei que não iria suportar até o fim. Lágrimas escorreram. E não foi chocante porque vi pessoas especiais dançando. Fiquei chocada porque constatei ao vivo e à cores que não existem limites para se conseguir o que quer. Não existe limite, sou capaz de fazer qualquer coisa a que me dedique, faça com amor, com vontade. Qualquer coisa!

(Abro um parênteses aqui, pois a noite terminou em grande estilo: show de Toquinho com a Orquestra Sinfônica de Campinas. Me emocionei ao ouvir "Eu sei que vou te amar.")

Voltando ao assunto principal...

Preciso seguir o conselho de outra amiga-orientadora: "Você tem o dever de mudar essa história, você é uma guerreira! Não tenha medo: você não está sozinha. Tem gente ajudando, amparando você. Agora vai..."

Fui...

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